Aos brasileiros que amam nosso Brasil!

Precisamos construir uma nova nação: digna, séria, próspera, respeitável. Um trabalho novo e idéias novas são sinônimo de futuro.

Todos nós, que já passamos por diversas fases, desejamos ter tido antes, a oportunidade que temos hoje.

Mas vivemos sob uma ditadura militar e não tínhamos acesso sequer à informação: a censura à época era muito forte. Qualquer um e todos eram suspeitos de tudo, de qualquer coisa.

Foram tempos difíceis. Nunca proponho que o apaguemos das páginas de nossa História, posto que é Memória.

E o que faltou a nossa Pátria, foi exatamente isto: Memória.

Memória que foi apagada com o uso da força, do golpe, da traição, da manipulação e, num crescente, entre golpes e contra golpes, ditaduras, renúncias, suicídio, mortes inexplicáveis, chegamos ao Brasil de hoje.

O grande recurso que desde a chegada de D. João ao Brasil, no Período Colonial e no advento do Império com D.Pedro I e D.Pedro II, foram a CULTURA, EDUCAÇÃO, COMUNICAÇÃO.

Esses três fatores combinados, permitem o que podemos chamar de formação de consciência cidadã.

Aqueles que, por ignorarem a verdade histórica, jogam pedra nestes três grandes homens, de quem devemos aproximar pela bravura, nobreza e amor a este solo brasileiro, a Princesa Isabel, mostram que tiveram suas mentes congeladas pelo cada vez mais inviável sistema educacional brasileiro e, tanto assim, que entendem escolarização como sinônimo de educação.

A educação não se adquire nos bancos escolares. Antes, na participação harmoniosa da família, sociedade, religião, e, nestes tempos velozes, pelos veículos de comunicação de massa.

Este foi talvez, o grande equívoco da república. Brincaram de criar escolas e copiar modelos educacionais de outros países.

Aqui, a grande diferença entre estes e nossos amados João, Pedro I, Pedro II, Isabel.

Lá, no distante século XIX, anteviram a importância da cultura, da formação, da liberdade.

Estão aí suas obras. Citá-las? Podemos. Todas? Não. Porque até o momento, não temos inventado um sistema que permita rastrear, dia a dia, a criação de instituições que permanecem há dois séculos, pois perderíamos a produção, a conseqüência, o fruto que gerou sementes e sementes que inspiraram e permitiram outras obras.

Quem poderá dizer de cada médico formado na primeira Faculdade de Medicina? É apenas um exemplo.

Mas temos aí a Imprensa Régia, fomos o segundo país do mundo a imprimir seu próprio selo, o sistema de telégrafo, que poucos sabem, mas foi o grande aliado da Princesa Isabel naquele longínquo 13 de Maio: graças ao telégrafo, a notícia chegou ao mesmo tempo em todo o país, permitindo a festa da raça negra e, impedindo os latifundiários escravocratas de organizarem uma reação. A Biblioteca Nacional, a Escola de Belas Artes, a Faculdade de Direito. Banco do Brasil e Casa da Moeda. Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro. Para não estender muito, o Colégio D.Pedro II. Ambição de gerações fazer parte do corpo de alunos, até hoje, uma referência dentre as escolas no país.

Eis que 200 anos depois, aquela semente deixada em solo infértil pela ação republicana, parece querer apontar um verde. Verde folha. Verde esperança. Verde Bragança.

Esta é a nossa oportunidade.

Reguem este solo, protejam esta semente que brota, espalhem a notícia.

Abram a guarda. Baixem as armas. Ergam a cabeça. Tragam nas mãos as cores monárquicas e o branco da paz. Dispam-se desta carcaça republicana que violenta. Será o sorriso, o conhecimento, a honra e a ética, que lhes emprestará sabedoria no cumprimento do dever que a Pátria lhes impõe.

 

 

MONARQUISTAS EM AÇÃO!

 

 

Fidel Castro

Quase 50 anos depois de escravizar Cuba e impor ao seu povo a crueza insana do socialismo, o ditador Fidel Castro anunciou que vai "se aposentar". Naturalmente, para quem lhe conhece a folha corrida manchada de sangue, o macróbio comunista não é credível. Ele se retira, sim, do topo nominal da nomenclatura, mas quem nos garante que o velho bandido não continuará a dar as cartas? Sinceramente, não acreditamos que o bandoleiro da Serra Maestra largue completamente o osso, enquanto ainda lhe restar algum neurônio em atividade. "Não me despeço de vocês", diz ele em sua carta de despedida. "Desejo apenas combater como soldado das idéias". Soldado de idéias que, por via das dúvidas, manteve o cargo de secretário do partido comunista. Aliás, num regime dito "socialista", o manda-chuva mesmo é o líder do partido único.

Pois é. Soldado de idéias... E que idéias! A principal delas foi, sem dúvida, a extinção - na mais cruel acepção deste vocábulo - de qualquer oposição ao chefe supremo com o estabelecimento de um sistema centralizante e monopartidário; em outras palavras, decretou-se o fim do pluralismo político. Eleições livres? Nem pensar. Foi um período da mais pura autocracia, tempero indispensável ao socialismo dito científico. Outras idéias caríssimas ao soldado das idéias foram os tribunais sumários e a perseguição religiosa, regulados por uma única norma jurídica: a Constituição cubana em vigor é a vontade de Fidel Castro, um déspota mui pouco esclarecido. Enfim, sobre tão infame ideário fundou-se o que os comissários de Lula da Silva chamam de "paraíso socialista". >

Exatamente, caro leitor, é assim que aquela malta enxerga a sangrenta ditadura cubana, infinitamente mais cruel que a do execrado general Pinochet no Chile. Resumo da ópera: as prisões de Cuba estão apinhadas de infelizes que tiveram a ousadia de pensar, proferir idéias próprias e discordar das idéias de um autoproclamado soldado das idéias.

 

Quais Conquistas Sociais?

 

* Por Rodrigo Constantino


"Os verdadeiros analfabetos são os que aprenderam a ler e não lêem." (Mário Quintana)

 

A "renúncia" de Fidel Castro do seu posto de mais antigo ditador do mundo no poder gerou estranhas emoções em muitos "intelectuais". Vários deles, incluindo Miriam Leitão, mostraram-se preocupados com a manutenção das "conquistas sociais" na ilha-presídio após as possíveis mudanças no regime. Essa postura denota um forte ranço socialista. Ainda que muitos desses "pensadores" sintam vergonha de assumir abertamente a admiração que sentem pelo carniceiro, fica claro que ainda nutrem fortes sentimentos pela utopia que desgraçou o século XX. São vermelhos desbotados, no máximo. Tentam apelar para um relativismo, como se nem tudo fosse ruim em Cuba. Falso. Aquele feudo da família Castro é um completo lixo! Mas todos aceitam, sem questionamentos, a "verdade" insistentemente repetida, das tais "conquistas sociais". Ninguém ousa fazer uma simples pergunta: Quais conquistas?


A repetição de que a saúde cubana é excelente não passa de um mito totalmente furado. Os seguidores de Goebbels ficam na esperança de que a repetição ad nauseam dessa mentira a transforme numa verdade. Que saúde maravilhosa é esta se faltam os remédios mais básicos no inferno cubano? Quais foram as grandes contribuições de Cuba à medicina mundial? Creio que a fonte desses "intelectuais" todos é o "confiável" cineasta Michael Moore. Só pode! Os fatos não podem ser ignorados em nome de uma ideologia. A saúde em Cuba é precária, os hospitais são decadentes, faltam remédios necessários e o país não deixou nenhuma grande contribuição para a medicina mundial, à exceção de poucos avanços no tratamento do vitiligo. Quanto aos indicadores de IDH, não custa lembrar que os dados cubanos são monopólio da ditadura, já que observadores imparciais de fora não têm acesso livre ao país. Alguém confia mesmo nos números que o próprio Fidel Castro entrega sobre os "avanços" na ilha? Papai Noel, duendes e gnomos são parte da realidade então, devo supor...


O outro campo predileto dos esquerdistas é a educação. Qual educação? A taxa de analfabetismo é baixa, mas o que os cubanos lêem? A frase na epígrafe deixa claro que os cubanos são os verdadeiros analfabetos. Afinal, o ditador não permite a leitura livre de livros e artigos. O único jornal disponível no cárcere caribenho é da ditadura. Se alguém for pego com um livro de Goerge Orwell, cujo 1984 retrata perfeitamente o que se passa no país, vai preso. As crianças não são educadas, mas sim doutrinadas ideologicamente. "Aprendem" na marra, desde muito cedo, que o socialismo é maravilhoso, não obstante toda a desgraça que enxergam em volta. São fortes candidatos à dissonância cognitiva. São forçados a repetir aquilo que os próprios olhos negam. Que raio de educação é essa? Isso é uma conquista social desde quando? Os cubanos não podem ler esse artigo, não podem acessar livremente a Internet, nada. Mas tem "intelectual" brasileiro que aplaude as "conquistas sociais" da propriedade privada de Castro. Lamentável é pouco.


Mas vamos deixar tudo isso de lado, e fingir que essa grande piada, as "conquistas" de Cuba, é verdadeira. Desde quando os fins justificam os meios? Mesmo assumindo que tantas mentiras fossem verdade, somente alguém com um grave distúrbio de caráter poderia defender o regime de Fidel Castro. Não é mesmo, Niemeyer? Aliás, o arquiteto está cobrando suas obras em Cuba em dólares americanos ou cubanos, que valem 25 vezes menos e é a moeda imposta ao povo? Como alguém poderia justificar tanta atrocidade com base em alguns avanços sociais? Nem vem ao caso mostrar os avanços infinitamente maiores dos países que abraçaram o capitalismo liberal. Não é preciso humilhar tanto assim. Vamos nos ater ao próprio mito do avanço cubano. Quer dizer que para aumentar um pouco a expectativa média de vida e reduzir o analfabetismo vale torturar e matar milhares de inocentes? Quer dizer que para investir pesado no esporte, propaganda para o regime, não tem problema escravizar um povo e impedir sua saída do presídio? Gente com esta mentalidade aplaude a construção de pirâmides para faraós, enquanto milhares sofrem como escravos para tornar este luxo possível. O que importa para o cubano que não tem comida decente nem remédios, tampouco pode sair livremente do país, o fato do país ter um bom time de baiseball? Será que os mesmos "intelectuais" que amenizam as barbaridades em Cuba por causa dos "avanços" adotam a mesma postura em relação ao regime nazista? Se Hitler entregasse alguns bons indicadores sociais, então tudo bem o Holocausto? Defender Cuba não é mais uma questão de ignorância. É mesmo falta de caráter!


E quanto ao receio de tantos "intelectuais" com a manutenção das conquistas sociais inexistentes, resta constatar que jamais uma transição do socialismo para o capitalismo liberal piorou a situação do povo. Pelo contrário: quanto maior o grau de abertura econômica, maior o progresso social. Vide a China. Se Cuba deixar de ser uma ditadura socialista para migrar rumo ao capitalismo de mercado, só há uma possibilidade para os setores de saúde e educação: melhorar drasticamente!


PS: Existem diversos relatos de dissidentes cubanos falando sobre os horrores vividos nas prisões, somente pelo fato de discordar da ditadura comunista de Fidel Castro. Um deles, de Alejandro Gonzales, mostra que não há higiene alguma nas prisões, faltam detergentes, a comida é podre e a cama é infestada de baratas. Vários são torturados. Milhares morreram fuzilados. O grande crime cometido? Desejar mais liberdade. Nada mais. E tem gente com a cara-de-pau de comparar isso com os abusos em Guantánamo, onde terroristas ficaram pelados ou foram arrastados pelos cabelos. Claro que qualquer abuso deve ser condenado – e é, pelos próprios americanos, que são livres para criticar seu governo. Mas somente a demência explica alguém colocar no mesmo patamar o abuso de terroristas assassinos por militares com a tortura e morte de inocentes por uma ditadura cruel.

 

Um Século de Hipocrisia

 

Por Rodrigo Constantino

 

“É divertidíssima a esquizofrenia de nossos artistas e intelectuais de esquerda: admiram o socialismo de Fidel Castro, mas adoram também três coisas que só o capitalismo sabe dar - bons cachês em moeda forte; ausência de censura e consumismo burguês. Trata-se de filhos de Marx numa transa adúltera com a Coca-Cola...” (Roberto Campos)

 

O arquiteto Oscar Niemeyer completou um século de vida sob grande reverência da mídia. Ele foi tratado como “gênio” e um “orgulho nacional”, respeitado no mundo todo. Não vem ao caso julgar suas obras em si, em primeiro lugar porque não sou arquiteto e não seria capaz de fazer uma análise técnica, e em segundo lugar porque isso é irrelevante para o que pretendo aqui tratar. Entendo perfeitamente que podemos separar as obras do seu autor, e julgá-los independentemente. Alguém pode detestar a pessoa em si, mas respeitar seu trabalho. O problema é que vejo justamente uma grande confusão no caso de Niemeyer e tantos outros “artistas e intelectuais”. O que acaba sendo admirado, quando não idolatrado, é a própria pessoa. E, enquanto figura humana, não há nada admirável num sujeito que defendeu o comunismo a vida inteira.

Niemeyer, sejamos bem francos, não passa de um hipócrita. Seus inúmeros trabalhos realizados para governos, principalmente o de JK, lhe renderam uma bela fortuna. O arquiteto mamou e muito nas tetas estatais, tornando-se um homem bem rico. No entanto, ele insiste em pregar, da boca para fora, o regime comunista, a “igualdade” material entre todos. Não consta nas minhas informações que ele tenha doado sua fortuna para os pobres. Enquanto isso, o capitalista “egoísta” Bill Gates já doou vários bilhões à caridade. Além disso, a “igualdade” pregada por Niemeyer é aquela existente em Cuba, cuja ditadura cruel o arquiteto até hoje defende. Gostaria de entender como alguém que defende Fidel Castro, o maior genocida da América Latina, pode ser uma figura respeitável enquanto ser humano. São coisas completamente contraditórias e impossíveis de se conciliar. Mostre-me alguém que admira Fidel Castro e eu lhe garanto se tratar ou de um perfeito idiota ou de um grande safado. E vamos combinar que a ignorância é cada vez menos possível como desculpa para defender algo tão nefasto como o regime cubano, restando apenas a opção da falta de caráter mesmo. Ainda mais no caso de Niemeyer.

Na prática, Niemeyer é um capitalista, não um comunista. Mas um capitalista da pior espécie: o que usa a retórica socialista para enganar os otários. Sua festa do centenário ocorreu em São Conrado, bairro de luxo no Rio, para 400 convidados. Bem ao lado, vivem os milhares de favelados da Rocinha. Artistas de esquerda são assim mesmo: adoram os pobres, de preferência bem longe. Outro aclamado artista socialista é Chico Buarque, mais um que admira Cuba bem de longe, de sua mansão. E cobra caro em seus shows, mantendo os pobres bem afastados de seus eventos. A definição de socialista feita por Roberto Campos nos remete diretamente a estes artistas: “No meu dicionário, ‘socialista’ é o cara que alardeia intenções e dispensa resultados, adora ser generoso com o dinheiro alheio, e prega igualdade social, mas se considera mais igual que os outros”.

Aquelas pessoas que realmente são admiráveis, como tantos empresários que criam riqueza através de inovações que beneficiam as massas, acabam vítima da inveja esquerdista. O sujeito que ficou rico porque montou um negócio, gerou empregos e criou valor para o mercado, reconhecido através de trocas voluntárias, é tachado de “egoísta”, “insensível” ou mesmo “explorador” por aqueles mordidos pela mosca marxista. Mas quando o ricaço é algum hipócrita que prega aos quatro ventos as “maravilhas” do socialismo, vivendo no maior luxo que apenas o capitalismo pode propiciar, então ele é ovacionado por uma legião de perfeitos idiotas, de preferência se boa parte de sua fortuna for fruto de relações simbióticas com o governo. Em resumo, os esquerdistas costumam invejar aquele que deveria ser admirado, e admirar aquele que deveria ser execrado. É muita inversão de valores!

Recentemente, mais três cubanos fugiram da ilha-presídio de Fidel Castro. Eles eram artistas, como o cantor Chico Buarque, por exemplo. Aproveitaram a oportunidade e abandonaram o “paraíso” comunista, que faz até o Brasil parecer um lugar decente. Eu gostaria de aproveitar a ocasião para fazer uma proposta: trocar esses três “fugitivos” que buscam a liberdade por Oscar Niemeyer, Chico Buarque e Luiz Fernando Verissimo, três adorados artistas brasileiros, defensores do modelo cubano. Claro que não seria uma troca compulsória, pois estas coisas autoritárias eu deixo com os comunistas, que abominam a liberdade individual. A proposta é uma sugestão, na verdade. Acho que esses três comunistas mostrariam ao mundo que colocam suas ações onde estão suas palavras, provando que realmente admiram Cuba. Verissimo recentemente chegou a escrever um artigo defendendo Zapata e Che Guevara. Não seria maravilhoso ele demonstrar a todos como de fato adora o resultado dos ideais dessas pitorescas figuras?

Enfim, Niemeyer completa cem anos de vida. Um centenário defendendo atrocidades, com incrível incapacidade de mudar as crenças diante dos fatos. O que alguém como Niemeyer tem para ser admirado, enquanto pessoa? Os “heróis” dos brasileiros me dão calafrios! Eu só lamento, nessas horas, não acreditar em inferno. Creio que nada seria mais justo para um Niemeyer quando batesse as botas do que ter de viver eternamente num lugar como Cuba, a visão perfeita de um inferno, muito mais que a de Dante. E claro, sem ser amigo do diabo, pois uma coisa é viver em Cuba fazendo parte da nomenklatura de Fidel, com direito a casas luxuosas e Mercedes na garagem, e outra completamente diferente é ser um pobre coitado qualquer lá. Acredito que esse seria um castigo merecido para este defensor de Cuba, que completa um século de hipocrisia sendo idolatrado pelos idiotas.

 

 

 

Aquisição da Xstrata custaria US$ 91 bi à Vale

 

Vera Saavedra Durão
12/12/2007

 

FONTE: JORNAL VALOR ECONOMICO

 

 

A estrutura societária da Vale - duas classes de ações, ordinária e preferencial - pode funcionar como uma "barreira" para a mineradora brasileira fazer uma aquisição mais ousada no mercado internacional, como a da Xstrata, que é avaliada em US$ 91 bilhões pelo banco Credit Suisse, incluindo dívida de US$ 10 bilhões. Depois que a mineradora anglo-suiça, que tem a Glencore International, trader de commodities agrícolas, como principal acionista, com 35% de seu capital - declarou ser vendedora no "Xstrata Day", na Bolsa de Nova York, o setor de mineração entrou em ebulição e os holofotes se voltaram para ela. A Vale, como outras mineradoras, estaria olhando o negócio.

 

Por meio de sua assessoria, a Vale declarou que "não comenta rumores de mercado". Ontem, atendendo a consulta da Bovespa, pedindo esclarecimentos sobre notícia do "Financial Times" divulgada pelo Valor, explicou que "não há qualquer decisão da administração da Vale, nem tampouco qualquer oferta foi feita pela Vale, para a aquisição de qualquer empresa". O fato não impediu os analistas de bancos nacionais e estrangeiros de se debruçarem sobre o assunto.

 

Em relatório, considerando a possível aquisição da Xstrata pela Vale ou por Anglo American, os analistas do Credit Suisse, Roger Downey e Ivan Fadel, avaliam que a Anglo pode ter mais chances na transação, mesmo considerando que a Vale é capaz de absorver a empresa. Apontam questões que podem impedir a realização do negócio. Uma delas é a estrutura acionária da Vale, que impede a companhia de usar ações na operação. A outra é o risco potencial de perder o grau de investimento, algo não desejável (no caso de a Vale ter de se endividar acima dos níveis considerados prudentes pelo mercado).

 

Relatório do Citi também ressalta que comprando a Xstrata a Vale pode criar uma gigante de US$ 220 bilhões, com expansão significativa em cobre e carvão, áreas de grande interesse da Vale. Mas, o banco americano calcula que se a Vale for se endividar em mais US$ 80 bilhões (valor da Xstrata sem a dívida), o débito dela em relação ao capital será de 75% e a relação dívida/resultado operacional vai para 3,3 vezes, múltiplo elevado para quem tem grau de investimento. Se tomar só US$ 40 bilhões e usar outros instrumentos num pacote para fechar o negócio, a relação pode cair para 1,7, algo mais palatável.

 

Até o fim de setembro, a alavancagem da Vale por conta da dívida feita com a compra da Inco, estava em queda. Sua dívida líquida era de US$ 15,7 bilhões, ante US$ 17,3 bilhões no final de junho. A relação dívida total/lajida caiu de 2 vezes no fim de 2006 para 1,23.

 

Uma fonte do setor ouvida pelo Valor, acredita que a Vale já tem fôlego financeiro para fazer esta operação, com base em seu endividamento até setembro. A Inco, segundo a fonte, já está pagando US$ 4 bilhões de dividendos para a Vale . Além disto, ela pode fechar 2007 com um Lajida de quase US$ 20 bilhões. "A Vale tem que ser criativa". Neste caso, por exemplo, se quiser usar ações na transação pode fazê-lo desde que dê o direito de "tag along" para suas preferenciais. Ou então unificar suas ações, coisa que seus acionistas se recusam. Também pode fazer emissões de seus papéis.

 

Rumores de mercado que circularam ontem indicavam que a Vale poderia preparar uma emissão primária de ações de US$ 10 bilhões para contemplar uma das exigências da Glencore nesta transação, que é participar da Valepar, holding controladora da Vale, caso a mineradora brasileira compre a anglo-suiça. A mesma exigência Vale para a Anglo ou quem comprar a companhia

 

No caso da Vale, há outras alternativas que podem abrir espaço para a Glencore na Valepar: a Previ pode vender sua participação em preferenciais , as quais seriam convertidas em ON. Outra opção seria a Bradespar vender sua fatia, em torno de 20%, para a trading. A questão a ser contornada é a do direito de preferência dos demais acionistas. Se concordarem, será firmado um novo acordo de acionistas na Valepar.

 

Pela visão dos analistas, a compra da Xstrata é mais complicada do que parece, mas não é impossível para uma gigante como a Vale. Ontem as ações da Xstrata, por conta disso, subiram até 4,6% na Bolsa de Londres.

A Lealdade de Lula

Texto mostrando como o presidente Lula é amoral, e faz qualquer coisa para manter o poder, mesmo passando por cima de princípios éticos. A lealdade, para Lula, é algo típico de esquemas mafiosos. Os elogios a José Sarney e o caso Renan Calheiros deixaram isso ainda mais evidente.

http://www.youtube.com/watch?v=KWgP6QzjExc

MERCADO LIVRE

 

Jorge Paulo Lemann pretende ampliar seu latifúndio cibernético. A B2W, que congrega Americanas.com, Shoptime e Submarino, avança na direção do site Mercado Livre.

 

Radar    05/12/2007

 

Por William Xavier de Carvalho

e-mail: holdingwxc@gmail.com

 

GOLPE

O bom da democracia é a possibilidade da alternância do poder, embora isso cause arrepios às centenas de "companheiros" que fazem a partilha do botim. Sem um nome capaz de sensibilizar os eleitores e com uma prática política que lhe deixa vulnerável os petistas já entraram em desespero. Por isso apostarão tudo na proposta de "reforma da Constituição", eufemismo com o qual tentam fazer com que a Nação engula aquilo que é um golpe de Estado. Tal intenção estava baseada na mesma estratégia do coronel bufão Hugo Chávez. O revés sofrido pelo golpismo comuno-fascista de Chávez foi repudiado no referendo. Aliando-se tal fato aos resultados da pesquisa do DataFolha tem-se um novo panorama político que se contrapõe ao golpismo e reforça as posições democráticas. A manobra golpista de Lula e seus sequazes já começa a ser torpedeada.

 

 

 

Povo venezuelano diz "NÃO"

A população venezuelana rejeitou a "reforma constitucional" proposta pelo presidente Hugo Chávez, segundo o primeiro boletim oficial divulgado pelo CNE (Conselho Nacional Eleitoral) nesta segunda-feira. O CNE assinalou que 50,7% dos venezuelanos votaram contra o primeiro bloco de projetos submetidos à consulta, enquanto 49,29% optaram pelo "sim" no referendo realizado neste domingo. Além disso, 51,05% rejeitaram o segundo bloco de artigos, enquanto 48,94% o aprovaram. A abstenção no referendo foi de 44,9%. Cerca de 16 milhões de venezuelanos participaram da eleição. A reforma chavista, entre outras coisas, possibilitaria reeleições consecutivas ilimitadas e reconheceria a chamada "propriedade comunal", além da privada.

 

UNIBANCO

Pedro Moreira Sales

 

O Unibanco prepara um plano de ampliação da rede de agências, especialmente nas regiões Sudeste e Nordeste, para enfrentar a expansão do Banco Santander após a aquisição do ABN AMRO Real. A compra mudou o ranking dos banco no Brasil, levando o Santander do sétimo lugar em ativos totais para o terceiro, após o Banco do Brasil e o Bradesco. O Unibanco conserva o sexto lugar no ranking. A ênfase na conquista de clientes e venda de produtos fora das agências tornou o Unibanco tímido no aumento da rede física, reconheceu o presidente do banco, Pedro Moreira Salles, ontem, pouco antes da reunião com a Associação dos Analistas e Profissionais de Investimento do Mercado de Capitais (Apimec).

 

Para 45% dos brasileiros, Congresso é ruim ou péssimo

De acordo com pesquisa Datafolha, a avaliação do brasileiro sobre o Congresso Nacional piorou. O percentual dos que avaliam o parlamento como ruim ou péssimo disparou de 30% para 45% no levantamento feito de 26 a 29 de novembro, quando o instituto ouviu 11.371 pessoas em 390 municípios. No mesmo período, a avaliação regular caiu de 46% para 37%. O percentual dos que consideram o Congresso ótimo ou bom baixou de 16% para 13%. A absolvição do senador Renan Calheiros (PMDB-AL) é apontada como fator para o declínio. A taxa de reprovação ao Congresso ficou próxima ao recorde atingido em agosto de 2005, no auge do escândalo do mensalão do governo Lula, quando 48% consideravam o desempenho ruim ou péssimo.

 

VOTORANTIM

A Votorantim reabriu os entendimentos para a compra do controle da Compañía Minera Milpo, uma das principais produtoras de zinco do Peru. Os Ermírio de Moraes, que já detêm 25% da empresa, pretendem comprar o restante das ações, pertencentes a um grupo de investidores locais. A aquisição tem valor estratégico para a Votorantim. A companhia vai investir US$ 400 milhões para duplicar a capacidade de sua refinaria de zinco localizada em Cajamarquilla, próximo à cidade de Lima.

 

 

CARBONO ZERO

A onda do “Carbono Zero” começa a conquistar adeptos no Brasil. O objetivo é plantar árvores para “neutralizar” as emissões de dióxido de carbono (CO2) geradas por empresas e até mesmo indivíduos. A direção da Couromodas, por exemplo, está convocando o setor calçadista a aderir ao Projeto Florestas do Futuro, da SOS Mata Atlântica. A meta é plantar dez mil árvores.

 

BOLIVIA

Governadores bolivianos de oposição apresentaram nesta terça-feira em Miami queixa à ONU (Organização das Nações Unidas) e à OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o governo do presidente Evo Morales. Segundo eles, o esquerdista está tentando acabar com a democracia com sua proposta de Constituição. Em reação a ela, mais de 50 oposicionistas estão em greve de fome em três regiões do país. "Estamos preocupados com a ânsia por instalar em nosso país um regime totalitário, que tenta ignorar as minorias e ferir de morte a democracia", declarou em entrevista coletiva Mario Cossio, governador de Tarija. Os governadores lembraram que a Constituição foi aprovada em votação realizada em um quartel militar na cidade de Sucre, sem a presença da oposição e em meio a manifestações que deixaram três mortos e 300 feridos. Cossio ainda acusou o governo de desrespeitar as regras básicas da Assembléia, que estabeleceu que as reformas constitucionais seriam aprovadas com maioria de dois terços, e não por maioria simples.

 

AJUDA DE PESO

O advogado Sérgio Bermudes, um dos principais civilistas do País, deve entrar na disputa judicial movida pelos herdeiros de Percival Farquhar e da antiga Companhia Brasileira de Mineração contra a União. A ação, que já se arrasta há 40 anos, foi ganha em última instância, está em fase de execução e reivindica a entrega, pela União, do equivalente a 3,5% das ações da Vale.

 

A PROCURA DE LEITE

Depois que o Bertin comprou a Vigor, o Friboi, maior frigorífico do País, não quer ficar atrás. A empresa, comandada por Joesley Batista, saiu à caça de empresas lácteas. Hoje, os frigoríficos se definem como grupos de “proteína animal”.

 

FRACASSO

Problemas à vista para o Itamaraty. O chanceler Celso Amorim foi informado de que o Marrocos não deve mais sediar a II Cúpula América do Sul-Países Árabes. A reunião pode fracassar porque o rei Mohamed VI anda contrariado com o Brasil. Em julho, cancelou a visita que o presidente Lula faria a Rabat. E até hoje não explicou o porquê.

 

 

 

 

Sua Alteza Imperial e Real, o Príncipe

 

DOM LUIZ DE ORLEANS E BRAGANÇA

 

 

O Senhor Dom Luiz de Orleans e Bragança - atual Chefe da Casa Imperial do Brasil - é primogênito e herdeiro dinástico do Príncipe Dom Pedro Henrique de Orleans e Bragança (1909-1981), admirável figura de brasileiro, chefe de família exemplar e artista de reconhecido talento; é neto de Dom Luiz de Orleans e Bragança (1878-1921) - cognominado o Príncipe Perfeito; bisneto da Princesa Isabel a Redentora, e trineto do Imperador Dom Pedro II.

Os Imperadores do Brasil, bem como os Reis de Portugal desde o século XVII, pertenceram à dinastia de Bragança, a qual teve sua origem em fins do século XIV, na figura heróica e legendária do Santo Condestável de Portugal, o Bem-Aventurado Dom Nun'Alvares Pereira.

Por sua Mãe, a Princesa Dona Maria da Baviera de Orleans e Bragança, Dom Luiz herda as tradições da Família de Wittelsbach, a Casa Real da Baviera, uma das mais antigas da Europa, pois tem sua origem no século IX, e célebre nos campos das artes e da cultura.

Por seu bisavô o Príncipe Gastão de Orleans, Conde d'Eu, esposo da Princesa Isabel e herói da Guerra de Marrocos e da Guerra do Paraguai, o atual Chefe da Casa Imperial do Brasil descende da Casa Real Francesa. Com efeito, provém ele em linha direta, por legítima varonia, de Hugo Capeto, que em 987 ascendeu ao trono da França; e de São Luís IX, o Rei-Cruzado que governou a França de 1226 a 1270.

Descendendo de Reis, Santos e Heróis, de Fundadores de Impérios, Cruzados e Artistas, Dom Luiz haveria de receber uma educação à altura das tradições que representa.

Foi intenção de seu Pai dar-lhe uma formação moral sólida, baseada nos princípios tradicionais da Santa Igreja. Ao mesmo tempo, desejou que ele tivesse uma cultura geral, um conhecimento em profundidade dos problemas do Brasil e do mundo, e um trato social condizentes com a alta posição que lhe estava destinada.

Por fim, desejou para seu primogênito o que a antiga Lei de Banimento não permitira para si próprio: uma educação no Brasil, entre brasileiros, e dentro das melhores tradições brasileiras.

Nascido em Mandelieu (França) em 6 de junho de 1938, foi batizado com o nome de Luiz Gastão Maria José Pio de Orleans e Bragança, na Capela do Mas-Saint-Louis, vila de sua Avó a Princesa D. Maria Pia de Bourbon-Sicílias de Orleans e Bragança, e registrado no Consulado Geral do Brasil em Paris.

Com a deflagração, em 1939, da Segunda Guerra Mundial, a Família Imperial ficou retida na França e impedida de transferir-se para o Brasil. Só após o término do conflito pôde Dom Luiz, então menino de sete anos, ver pela primeira vez a sua terra.

Fez os estudos secundários em parte no Paraná, onde seu Pai se instalara como fazendeiro, em parte no Rio de Janeiro, no Colégio Santo Inácio da Companhia de Jesus. Cursou depois o Colégio Universitário, em Paris, e foi concluir seus estudos na Universidade de Munique, onde cursou Química.

Nas horas vagas que lhe proporcionava o rígido curso universitário, e durante os períodos de férias, em que viajou por toda a Europa, aproveitou o jovem Príncipe para tornar mais conhecido o Brasil nos ambientes que freqüentava, a saber, os círculos da mais alta nobreza européia, e os meios universitários alemães, italianos e franceses.

Retornando ao Brasil em 1967, passou a residir em São Paulo, onde assumiu a direção do Secretariado de seu Pai, já então residente na sua propriedade rural em Vassouras, no Estado do Rio de Janeiro.

Com o falecimento de Dom Pedro Henrique, em 5 de julho de 1981, Dom Luiz ascendeu à condição de Chefe da Casa Imperial do Brasil.

A queda da Cláusula Pétrea na Assembléia Constituinte de 1987-1988, - para a qual concorreu Dom Luiz de maneira decisiva, com carta solidamente argumentada aos Senadores e Deputados pedindo a abolição daquele dispositivo discriminatório aos monarquistas - e a conseqüente convocação de um plebiscito em 1993 para decidir sobre a forma e regime de governo a vigorarem no país, projetaram Dom Luiz para uma situação de destaque que fora negada a seu Pai, primeiramente com a campanha para aquela consulta popular e depois com o cultivo do grande saldo por ela deixado - 13% dos votos válidos (mais do que o eleitorado da maior parte dos partidos políticos, em um pleito ardilosamente antecipado e no qual Dom Luiz, representante natural da forma monárquica de governo, ficou privado do indispensável acesso aos meios televisivos).

Assim, em contacto próximo com um grande número de brasileiros, que vêem na Casa Imperial uma luz e uma esperança em meio à revolta e confusa situação política, social, cultural e moral dos dias atuais, amargada por sucessivas frustrações proporcionadas por estas ou aquelas figuras ou propostas políticas, Dom Luiz faz sentir que o Brasil encontrará seu seguro caminho na fidelidade aos valores que o fizeram, no tempo do Império, grande e respeitado entre as nações.

Dom Luiz vem presidindo regularmente congressos e eventos de monarquistas realizados em diversas regiões do País, impressionando sempre seus auditórios pela profundidade, clareza e palpitação dos conceitos que emite.

Tem também viajado regularmente ao Exterior, proferindo conferências na Europa e nos Estados Unidos para públicos escolhidos e participando de eventos comprometidos com a sustentação dos valores tradicionais, notadamente os promovidos pela associação Noblesse et Tradition, que congrega o escol da nobreza européia.

Falando fluentemente três idiomas - o português, o francês e o alemão - e entendendo ainda o castelhano, o inglês e o italiano, Dom Luiz é senhor de sólida cultura, alicerçada em leituras sérias e prolongadas, especialmente de assuntos históricos e sociológicos, assim como no contato com a realidade viva da nação.

Como o Imperador Dom Pedro II, encontra no estudo um verdadeiro prazer. Mas, divergindo neste ponto de seu trisavô, gostou desde cedo da equitação e da caça, tendo mesmo, neste último esporte, conquistado alguns troféus. Nos últimos anos retomou a fotografia, revelando, na precisão das composições e na matização dos detalhes, o veio artístico dos dois ramos familiares. É ainda apreciador de música erudita, especialmente de compositores brasileiros da escola barroca.

Católico ardoroso e por isso mesmo infenso a todas as formas de socialismo, atuou desde jovem, com o vivo incentivo de seu Pai, em prol dos princípios fundamentais da Civilização Cristã, atividade esta a que continua a consagrar suas disponibilidades de tempo.

É Grão-Mestre da de Pedro I, da Ordem da Rosa e das demais Ordens Imperiais brasileiras. É ainda Grã-Cruz da Ordem Constantiniana de São Jorge, da Casa Real de Bourbon-Sicílias, Grã Cruz da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa (Portugal) e Bailio Grã-Cruz de Honra e Devoção da Soberana Ordem de Malta, além de membro-efetivo de diversos institutos culturais.

Ultimamente Dom Luiz tem dedicado um pouco do seu tempo à composição de memórias, nas quais vai registrando, a par de suas inúmeras recordações, comentários e juízos acerca dos acontecimentos e transformações que acompanhou em meio século de vida adulta. Tais escritos são aguardados com muito interesse por quantos o conhecem

 

JORNAL FOLHA DE SÃO PAULO -  São Paulo, domingo, 02 de dezembro de 2007

65% desaprovam que Lula possa disputar 3º mandato

Datafolha revela que ampla maioria rejeita mudar a lei para petista concorrer em 2010

Somente em Pernambuco, Estado natal do petista, 51% concordariam em dar a ele o direito de permanecer por mais 4 anos consecutivos

 

O país que falou na pesquisa rejeita a manobra. Lula que vá cantar em outra freguesia. Ou espere até 2014.

A operação não deu certo. Falhou.

E não porque o Apedeuta não queira (segundo o sopro dos tocadores de tuba), mas porque a lei proíbe e porque os eleitores não querem.

Deve ser terrível a Lula imaginar que alguém vai ocupar a cadeira que ele julga lhe caber por direito divino.

Mas vai ter de se acostumar com a idéia.

 

MALU DELGADO
EDITORA-ASSISTENTE DE BRASIL

Rejeitam um terceiro mandato consecutivo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva 65% dos brasileiros, revela pesquisa Datafolha realizada entre os dias 26 e 29 de novembro. Em nenhuma das regiões do país, nem mesmo no Nordeste, onde é mais bem avaliado, essa hipótese contaria com o apoio da maioria da população. O Datafolha perguntou aos entrevistados se concordariam com uma mudança na lei para dar o direito a Lula de concorrer a um terceiro mandato em 2010. Apenas 31% apoiariam a idéia.
Foram entrevistadas 11.741 pessoas, em 390 municípios de 25 Estados. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
A proposta de terceiro mandato não é acolhida pela maioria nem quando o questionamento é genérico, sem citar Lula. Para 63%, presidentes não devem ter esse direito. O percentual sobe para 66% quando se trata de governadores e vai a 67% no caso de prefeitos.
O terceiro mandato é defendido por setores petistas e provoca temores na oposição. Publicamente, tanto Lula quanto a direção do PT negam a intenção de trabalhar por uma mudança constitucional com esse objetivo. Em entrevistas recentes, Lula revelou o desejo de voltar à Presidência. Em 2014. Mas o PT não tem hoje nomes competitivos para disputar 2010, primeira eleição desde 1989 sem Lula na cédula.
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) elegeu como prioridade o combate ao terceiro mandato. Fez discursos inflamados no 3º Congresso do PSDB, na semana retrasada, e criticou ações do governo Lula que, na sua avaliação, atentam contra a democracia. O PT revidou, lembrando que o tucano trabalhou para aprovar a mudança constitucional, em 1997, que lhe garantiu o direito à reeleição. Em 1994, a revisão constitucional já havia reduzido o mandato de cinco para quatro anos.

Rejeição generalizada
O terceiro mandato a Lula é amplamente rechaçado, segundo a pesquisa, entre os brasileiros mais escolarizados -78% com nível superior dizem não à idéia - e renda familiar mensal mais elevada. Entre os que recebem acima de 10 salários mínimos, 76% não querem a chance de uma nova eleição para o atual presidente.
Mesmo entre os que têm níveis educacionais e de renda mais baixos a proposta não conta com boa aceitação. Para 58% daqueles com renda familiar de até dois salários mínimos e para 58% dos que têm só o ensino fundamental, Lula não deve disputar outro mandato após oito anos no poder.
Só Pernambuco daria legitimidade a uma mudança na Constituição a favor de uma nova reeleição presidencial: 51% apoiariam a proposta. Curiosamente, é o Estado natal do petista -o presidente nasceu em Caetés, então distrito de Garanhuns. Porém, para 46%, a lei deve ficar como está.
No Sul do país, a rejeição ao terceiro mandato aumenta. No Paraná, 73% são contra a idéia; no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, 72%.
Já no Nordeste, uma mudança legal que abriria a porta ao terceiro mandato é mais bem digerida do que nas demais regiões: 58% rejeitam a idéia e 38% a apóiam. No Sudeste, 67% são contra; na região Sul, 73%.

Partidos
A pesquisa confirma o confronto PT versus PSDB. Entre os entrevistados cujo partido de preferência é o PT, 51% acham que Lula deve disputar pela terceira vez em 2010, contra 47% que discordam. Quando o partido preferido é o PSDB, o cenário é radicalmente alterado: 83% são contra e só 15% dariam esse aval a Lula.
As bicadas entre tucanos e petistas por conta do terceiro mandato suscitaram até partidos políticos a elaborar nota oficial contra a idéia. Os então presidentes do PSDB, Tasso Jereissati (CE), e do PT, Ricardo Berzoini (SP), a assinaram, assim como dirigentes do PMDB, DEM, PP, PSB, PC do B e PSC.
A discussão sobre o terceiro mandato quase azedou de vez a votação da prorrogação da CPMF no Senado. No início do mês passado, Lula chamou ao Planalto o deputado Devanir Ribeiro (PT-SP), que articulava a apresentação de emenda dando ao presidente da República autonomia para convocar plebiscitos, entre eles um sobre o terceiro mandato. "Minha proposta não tem nada a ver com terceiro mandato", disse Devanir após o encontro com Lula.

CHÁVEZ VAI SEGURAR ELE?

por Ralph J. Hofmann

O sangue começou a correr na Bolívia. Alguém começou a protestar contra alguma coisa, a outra facção reclamou, e agora houve um enterro com protestos de populares. Não sei qual o número do próximo golpe de estado. Antigamente eu tinha um livro do Maurice Duverger em que havia um quadro com mais ou menos 160 golpes de estado e revoluções na Bolívia entre 1825 e 1964. Hoje em dia devem ser 190 ou 200 golpes de estado.
Há inclusive fatos interessantes. Alternância no poder entre presidentes afastados por um golpe retornando muitos anos depois por outro golpe.
Então devemos considerar, para o caso específico da Bolívia, como algo muito natural. O golpe na Bolívia precisa ser visto como manifestação cultural, não política.
Se as movimentações contra Evo Morales, manifestações de rua, etc. forem coibidas como sempre foram por forças legitimamente bolivianas devem ser consideradas parte de uma rotina. “Business as usual”. O próprio Evo já as usou na sua escalada para a vitória.
Mas se o Chávez mandar suas forças interceder ao lado de Evo? Como deve ser considerado isto? Uma ingerência na vida política da Bolívia? Uma invasão semelhante à interferência russa na Hungria em 1956. O fim da “Primavera de Praga” em 1968?
Ou seria o equivalente ao Indiana Jones interrompendo uma cerimônia de adoradores de Kali nos contrafortes do Himalaia?
Afinal, como já dissemos, há um aspecto cultural, até um aspecto ritualístico nos golpes Bolivianos. Na maioria das vezes o presidente derrubado é escoltado para a fronteira para esperar a oportunidade de dar um novo golpe.
Se o Chávez subverter esta ordem natural das coisas,interferindo, creio que podemos dizer que ele deveria ser proscrito por todos os bolivianos. Imiscui-se em um dos aspectos culturais mais antigos do país. Sugeriria até que os bolivianos poderiam levá-lo, se capturado, para a execução. Seria lhe arrancado o coração com uma faca de obsidiana, seu corpo seria esquartejado e seus restos mortais jogados no Lago Titicaca.
Assim os deuses do Golpe de Estado se sentiriam propiciados.

Radar    26/11/2007

 

Por William Xavier de Carvalho

e-mail: holdingwxc@gmail.com

 

APPLE STORE

O número 1 da Apple no Brasil, Alexandre Szapiro, comanda um projeto guardado a sete-chaves: a abertura da rede de lojas Apple Store. O primeiro ponto-de-venda será inaugurado até março de 2008. O próprio Steve Jobs, fundador da Apple, virá ao país para anunciar o empreendimento.

 

CLARO

A Claro foi a operadora que mais adicionou clientes em outubro, 29,4%, o que representa 570 mil novos assinantes em sua base, segundo dados da Anatel. No Estado de São Paulo, a operadora também cresceu. Adicionou mais de 226 mil clientes, 48,9% dos novos assinantes.

 

ARCERVO JOSÉ MINDLIN

A família Mindlin visitou pela primeira vez, na semana passada, a obra da biblioteca Brasiliana USP, que vai abrigar a coleção de livros que José Mindlin cedeu à cidade e à Universidade de São Paulo.Os recursos para a construção ainda não foram totalmente captados, segundo Rodrigo Mindlin, neto do bibliófilo e um dos arquitetos responsáveis pela obra, ao lado de Eduardo de Almeida. Petrobras, Fundação Lampadia, CBMM, Fundação Telefônica e outros recursos da USP já somam cerca de R$ 19 milhões.O total captado até agora equivale a 34% dos recursos necessários, diz Rodrigo.Já foram feitos licenciamento ambiental, transplante de árvores, terraplanagem, obras de contenção, fundações profundas e instalação de canteiros de obras. "Já temos os recursos para a estrutura que será licitada agora", diz Rodrigo. O prazo de conclusão, segundo ele, é novembro de 2009. "Mas a meta é inaugurar em abril."

 

REDECARD

O Itaú e o Citibank, os dois maiores acionistas da RedeCard, já festejam o fim de ano. Pela primeira vez, a empresa vai romper a marca de R$ 100 bilhões em transações em um só ano, somando-se cartões de crédito e de débito. O aumento em relação a 2006 será da ordem de 20%. A expectativa é de que a empresa feche o ano com faturamento de R$ 1,3 bilhão.

 

CABIDÃO

A jornalista Teresa Cruvinel, indicada para dirigir a EBC (Empresa Brasileira de Comunicação), já apelidada de 'TV Lula', vai receber nada menos que R$ 19,8 mil. É superior ao vencimento do próprio presidente da República, que ganha um provento básico de R$ 11,4 mil. Os membros do Conselho da TV estatal, que vão desde cantores até políticos, receberão até 10% do salário da presidente da empresa.

 

SIDERURGIA

A construção da Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) vai fazer a festa da indústria nacional de estruturas metálicas. A Thyssen deverá contratar no país cerca de 60 mil toneladas de instalações, equivalente a 10% de toda a produção do setor no país.

 

BNDES

O BNDES anunciará em breve a criação de uma linha de crédito para a compra de usinas sucroalcooleiras e o aumento da capacidade instalada no setor. Os tomadores de recursos terão de cumprir uma condicionalidade, comprometendo-se a destinar um percentual da produção ao mercado doméstico.

 

PSOL EM TODAS AS CAPITAIS

A presidente nacional do PSOL, Heloísa Helena, revelou que seu partido terá candidatos em todas as capitais. Em Porto Alegre, o nome confirmado é o da deputado federal Luciana Genro. No Rio, a candidatura é do deputado Chico Alencar. Em São Paulo, não há definição. Segundo ela, o PSOL não se aliará a grupos que apóiam o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou que apoiaram governos anteriores, como o do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. "A participação do PSOL nas eleições, a política de alianças e os programas de governo serão definidos em 2008", afirmou.

 

Maria Antonieta de Habsburgo-Lorena,

Rainha da França


Por:  Otto de Alencar de Sá-Pereira *

 

Estamos em 1793, plena Revolução Francesa. A Rainha Maria Antonieta encontra-se encarcerada na Prisão do Templo, que tinha esse nome, porque fora a sede dos Templários, nos séculos XIII e XIV. Sua cela é pequena e suja, e ela não está sozinha, acompanham-na seus dois filhos o Delfim (herdeiro do trono) Luís, sua filha Maria Thereza (futura Duquesa d’Angoulême; depois da Revolução, depois de Napoleão, na Restauração dos Bourbons, ela casou-se com seu primo irmão, o filho primogênito do Conde d'Artois, depois Carlos X, o Príncipe Duque d’Angoulême) e sua cunhada, Madame Elizabeth irmã do Rei Luis XVI, que naquele momento está sendo conduzido para a guilhotina.

Os quatro Príncipes encontram-se em oração diante de um rústico crucifixo. De repente, ouve-se tiros de canhão, rufar de tambores, gritos e algazarras dos guardas da prisão e do povo nas ruas. Era o sinal, o Rei acabara de ser guilhotinado. A Rainha, que só tinha 38 anos, mas que envelhecera visivelmente, nos anos de sofrimento, desde 1789, a cabeça ficara inteiramente branca, recompõe-se, e com a mais triste e digna das atitudes, ajoelha-se diante do filho de 8 anos, o novo Rei, seguida, em seu gesto, pela filha e pela cunhada. Baixo, pronunciam a fórmula multi-secular: “Le Roi est mort, vive le Roi!” O menino Delfim era agora de direito, Sua Majestade Cristianíssima Luís XVII, Rei de França e de Navarra. Rei que não reinou, mas que foi reconhecido como tal, por todas as monarquias européias, que, na época constituíam a Europa inteira, menos a Suíça, San Marino, e desde o ano anterior, a própria França; Rei que sofreu horrores, e que finalmente, morrendo em conseqüência dos sofrimentos em 1795, deu direito, a seu tio, que estava no exílio, Príncipe Luís Stanislau de Boubon, Conde de Provença, se proclamar, o Rei Luís XVIII de França, que veio a reinar, mais tarde, depois do furacão napoleônico, de 1814 a 1824, no período da restauração. Em seguida à morte de Luís XVI, o novo Rei de 8 anos foi por ordem dos revolucionários separado da mãe, da irmã e da tia, e tratado por um sapateiro, homem sem escrúpulos, que metia na cabeça do pequenino Rei as mais porcas e pornográficas histórias sobre sua mãe, a Rainha, sobre seu pai o falecido Luís XVI, enfim sobre toda a Família Real, e alimentando-o tão mal, que o menino só viveu mais dois anos, depois da morte de seus pais, Luís XVI, em janeiro de 1793 e Maria Antonieta em outubro do mesmo ano.
Esse ano de 1793, para a Rainha Maria Antonieta, foi o seu calvário, sua santificação, que se findou com o martírio.

Ela era filha da Imperatriz do Sacro-Império-Romano-Alemão, Maria Thereza, essa, filha do Imperador Carlos VI, o qual, em seu reinado, não tendo filhos homens, fez tudo para que os Príncipes Eleitores aceitassem eleger sua filha para o Trono Imperial. Já na Hungria, uma das possessões dos Habsburgo, a tinham aceito, mas com o título de Maria Thereza, Rei da Hungria. Não conseguindo,  Carlos VI propôs a eleição de seu genro, Francisco, Duque de Lorena, para a Coroa Imperial. Assim Francisco de Lorena tornou-se o Imperador Francisco I do Sacro-Império, naturalmente depois da morte de seu sogro Carlos VI;  sua mulher, Maria Thereza passou a ser a Imperatriz-Consorte. Mas Francisco de Lorena morreu cedo e Maria Thereza assenhorou-se da Coroa Imperial, em lugar de seu filho José II, que só era o Imperador, mas que só reinou mesmo depois da morte dela.

Maria Thereza foi portanto a última Habsburgo por varonia. A partir dela, seus descendentes serão Habsburgo-Lorena, como era Maria Antonieta, seu irmão José II, que não teve filhos, seu outro irmão Leopoldo II e seus muitos descendentes (um deles, filho primogênito, Francisco II do Sacro-Império, mas depois, Francisco I do Império Austríaco, a partir do Congresso de Viena), o pai de nossa Imperatriz D. Leopoldina, que portanto era sobrinha-neta de Maria Antonieta.

A Corte de Viena, de onde veio Maria Antonieta, era brilhante artisticamente, mas era uma corte austera, dirigida pelo cerimonial espanhol, muito rígido. A pequena Maria Antonieta, Arquiduquesa de Austria, é dada em casamento em 1770, ao Delfim Luís de França neto de Luís XV, da Casa de Boubon, futuro Luís XVI. Da Corte austera do Hoffburg e do Schoenbrunn, em Viena ela se maravilha com a alegria, festas e futilidades da Corte de Versalhes. Afinal de contas ela só tem 15 anos! Sua mãe, a Imperatriz, a escreve sempre, pedindo-a para manter seus hábitos religiosos, sua seriedade, e virtudes. Seu marido não gosta de futilidades e de festas, mas não lhe constitue um impecilho, pois seus  cunhados e seu primo o Duque de Orleans (futuro Philippe Égalité), a levam para toda parte, não só para as festas do próprio Versalhes, que são diárias, com uma nobreza que a bajula e mimoseia (esperando favores futuros, quando ela fosse Rainha), mas também para teatros e salões de Paris.

Seu marido procura prendê-la no palácio, em seus aposentos, argumentando que o povo francês já não  estava apreciando sua vida, quase dissoluta; mas, sem resultados, ela era muito jovem e ficara encantada com tudo aquilo e achava que não tinha mal nenhum em divertir-se.

O povo francês, digo mal, o parisiense, passou a detestá-la. Não o povo das ruas, mas a burguesia, contaminada pelas idéias iluministas, que aproveitava-se dos boatos contra a Delfina para preparar a derrubada da monarquia, da mais prestigiosa monarquia da Europa. O ódio contra a Princesa Delfina, uma criança, era insuflado por esta burguesia, aumentando a gravidade das leviandades de Maria Antonieta e inventando outras. Muitas eram as Princesas, Duquesas, Marquesas e Condessas que agiam como ela, raramente na companhia de seus maridos  como eles também em companhias de outras senhoras. Isso não era novidade; a Corte de Versalhes era conhecida pela dissolução de costumes, desde Luís XIV (1643-1715). Mas Luís XIV, na velhice, mudou tudo. Transformou Versalhes em um convento. Com o Regente, e com Luís XV (1715-1774) voltou aos poucos, o espírito dissoluto da Corte, da festas e futilidades, que foram num crescendo tão grande que a própria honra e o próprio amor próprio dos nobres, foi sendo corrompido. Era chique adotarem as idéias dos filósofos iluministas. Era uma Babilônia, uma Sodoma, à espera do castigo de Deus. Um grande historiador brasileiro escreveu um livro sobre essa fase da História de França, que ele intitulou: “Despreocupados à caminho da guilhotina”.

Esse crescendo atingiu o cume no reinado do pobre Luís XVI, homem simples e religioso, que amava a mulher e por amá-la, não tinha pulso para retê-la e afastá-la das más companhias. Umas dessas más companhias, as famílias de seus cunhados, o Conde de Provença (futuro Luís XVIII – 1814-1824) e o Conde d’Artois (futuro Carlos X – 1824-1830) emigraram quando teve início a Revolução e o Duque d’Orleans (que fez a família emigrar) mas ele mesmo ficou e declarou-se revolucionário. Na Assembléia Revolucionária  a partir da instauração da República, elegeu-se deputado com o nome de Philippe-Egalité, (Filipe Igualdade) e votou, a morte do Rei seu primo. Mais tarde sua cabeça também rolou na guilhotina (mas seu filho Luís Filipe, foi Rei de 1830 a 1848). Nesse ambiente dissoluto, Maria Antonieta, finalmente, ouvindo as pessoas sensatas, entre elas o Rei seu marido, começou a mudar (a morte de sua mãe a Imperatriz Maria Thereza, em 1780, muito a chocou e a fez raciocinar mais nas palavras dela,  em suas epístolas, aconselhando-a sempre no caminho do bem, da virtude e da honra). Finalmente, na manhã de 14 de julho de 1789, o Duque de Rochefoucauld, acordou o Rei para lhe contar que a Fortaleza da Bastilha tinha sido tomada pelo povo. O Rei retrucou – “Então é uma revolta?” O duque - “Não sire, é uma Revolução”. O duque deveria ter se expressado melhor dizendo: “Não sire, é a Revolução”. Em seguida foi a partida forçada da Família Real de Versalhes para o Louvre em Paris. Depois, do Louvre para o “Palais Royal”, que era menor. Finalmente a Família foi presa nas dependências da Assembléia Nacional e posteriormente para a prisão do Templo, onde Maria Antonieta se inclinou diante de seu filho, o Rei sem trono Luís XVII. Depois da morte do Rei Luís XVI, o pequenino Rei não pode ficar mais na companhia de sua mãe, irmã e tia. Passou a ser “educado” pelo sapateiro. A Rainha, olhando por uma ogiva com grades, de sua cela, certo dia, viu, por frações de segundo, passar o filho de uma prédio para outro. A partir daí, ela ficava o dia inteiro, nessa ogiva, trepada em um banco, pois a abertura era alta, para ver o filho passar, naquela fração de segundo, por dia. Afinal foi conduzida para a prisão onde deveria assistir a seu julgamento. Chamavam-na de mulher de Luís Capeto (Capeto era o nome primitivo dado ao primeiro Rei da 3ª dinastia dos Reis de França, Capetíngios diretos, Valois e Bourbons,  que teve esse  nome por causa de seu primeiro Rei Hugo Capet, século X que usava uma pequena capa. Usavam o nome Capet para não terem que pronunciar em julgamento o prestigioso nome Bourbon, que reinava em quatro monarquias da Europa.

Acredito que nunca uma mulher foi tão ultrajada e humilhada, na História, quanto foi Maria Antonieta, por ocasião de seu julgamento. As novas idéias exigiam que houvesse um julgamento, pois a “Revolução era o Império da Lei”. O Rei também tinha sido julgado e depois do Rei e da Rainha os membros da Família Real, da nobreza e do clero, que não tinham conseguido emigrar. Mas nunca, nenhum deles, naquele “Império da Lei”, foi  absolvido. Depois os revolucionários passaram a se acusar uns aos outros, e todos também eram condenados e guilhotinados. Nos regos de Paris corria sangue em lugar de água.

Durante o julgamento de Maria Antonieta, as mais revoltosas e asquerosas mentiras e calúnias foram pronunciadas contra ela. Ela, em seu banco de ré, com a coluna vertebral sempre reta, a cabeça branca, vestida com uma camisola de tecido ordinário, a face séria e distante, a cabeça erguida e olhando o infinito, era a própria expressão da Dignidade e da Majestade.  Nos intervalos dos julgamentos infindáveis, ela, em sua cela, só rezava e pouco dormia e comia. O resultado foi seu enfraquecimento gradual. Caminhando titubiante, da cela para a sala de sessões do julgamento, tropeçou em um pequeno degrau. O soldado que estava em posição de sentido, guardando a porta, instintivamente, amparou-a, segurando seu cotovelo, como faria a qualquer pessoa. No dia seguinte esse soldado foi guilhotinado, acusado de reacionário, por ter procurado evitar o tombo da infame austríaca, da viúva de Luís Capeto.

Ela suportou tudo, sempre calada. Não dirigia a palavra nem a seu advogado de defesa, com medo de criar contra ele uma situação, que também o conduzisse à guilhotina.

Suportou tudo. Menos quando levaram ao plenário seu filho (o pequeno Rei Luís XVII, que nem sabia que era Rei) Luís, e fizeram-no acusar a mãe de prostituta, que tirara sua inocência, fazendo sexo com ela. Tudo era suportável, menos isso! Ela pôs-se de pé, e, em alta voz, que impressionou a assistência, pronunciou: “Diante de tal horror a que me acusam, apelo para todas as mães aqui presentes, para declararem se isso é possível! Foi uma algazarra! As mães, de pé, protestaram e, pela primeira vez, defenderam Maria Antonieta. Tal foi a imprudência do Promotor, que logo precisou mudar a orientação da acusação.

Finalmente veio a sentença: guilhotina! Sentada na banqueta da carroça que a conduzia para a morte, sempre com a mesma dignidade e majestade, passou pelas ruas de Paris, empinhadas de gente, que no princípio repetia os mesmos berros de acusação. Mas, na medida que ela passava, na carroça puxada por burros, e cercada de soldados militares, o povo foi se calando, até acontecer um silêncio impressionante. Algumas mulheres puseram-se até de joelhos, por perceberam que se tratava de uma santa sendo conduzida ao martírio.

 

 * Otto de Alencar de Sá Pereira é bacharel em direito pela Faculdade de Direito da Universidade do Rio de Janeiro.Éi professor de História na Universidade Católica de PetrópolisUCP. Lecionou História Moderna na Universidade Gama Filho (1969-1971). Foi ainda Professor Titular de História Antiga e Medieval na Sociedade Universitária Augusto Motta (SUAM), de 1972 a 1997.

                  País gigante, defesa pobre

     

      Um interessante artigo, segue o link para o PDF abaixo:

 

  http://www.defesa.ufjf.br/arq/ODIA111107.pdf

            

A MONARQUIA ESPANHOLA

 

por Ralph J. Hofmann

 

 Tendo recebido algumas correspondências a respeito de meu artigo sobre o famoso “Porque no te callas” do Rei Juan Carlos, entre outros referências a Youtubes sobre o juramento de lealdade a Franco em 1969 e o discurso de louvor quando da morte de Franco acho que cabe lembrar algumas coisas que não são do conhecimento geral.


A família real espanhola esteve refugiada em Portugal durante toda a infância e juventude do atual rei. Seu pai, rei sem trono passou estas décadas com muita dignidade, se m dar-se ares de grandeza, e Juan Carlos e a família, durante anos não souberam se a situação era irreversível ou não. Vivia assim como algumas outras monarquias, a exemplo de Michael da Iugoslávia, ou até seu cunhado ex-rei da Grécia, preparado tanto para assumir o trono quanto para viver uma vida nos negócios. Mesmo ante a perspectiva de restaurar a monarquia Franco poderia ter optado por ungir o herdeiro Carlista, assim como no Brasil há duas facções na nossa família imperial.

A família real espanhola estava proibida de pisar em solo espanhol. Com o tempo, tendo estudado as alternativas, Franco convidou este príncipe, da linha direta do rei exilado, para ser o futuro chefe de estado. O processo de acomodação com os Franquistas, que governavam o país foi delicado. Demorou anos. As vezes houve retrocessos. O poder de Franco como Chefe de Estado era absoluto. Quando de sua formal indicação para futuro rei, que seria efetivada apenas após a morte do Franco, o juramento a Franco era de rigor. Assim como foi de rigor o discurso quando da morte de Franco.

Em compensação, com a indicação do futuro rei também começou o retorno dos veteranos socialistas e comunistas espanhóis, muitos residindo na França, mas espalhados pelo mundo afora. Os socialistas também emergiram, e para felicidade da Espanha uma classe de socialistas modernos e legalistas. O resultado foi Felipe Gonzalez, socialista no governo em pouco tempo, e após isto uma alternância no poder.

A Espanha tem neste momento Zapatero, um socialista, no poder. Na realidade, pelas indicações das pesquisas Zapatero semanas antes estava fadado a ter apenas 30% dos votos, Aznar deveria se reeleger. Aznar cometeu o erro de culpar os Bascos pelo ataque da Al Qaeda em seu território e o povo deu o troco. Mas a indicação é clara. A Espanha não é de direita nem de esquerda. Para se eleger o povo tem de confiar no governante. E o monarca tem de refletir em sua maneira de situar os anseios do povo.

E este é um povo que entrou pára a modernidade com uma imensa gana. Não tem petróleo, nem ouro, nem colônias. Tem gente que toca empresas bem sucedidas, que deu aos espanhóis em décadas o que não conseguiu em séculos de poder colonialista. Não foi Franco que fez isto. Ele representou um saudosismo de uma Espanha dos século dezesseis. Foram os atuais partidos, e o Rei fez parte da equipe. Cada qual com sua participação.


E o Rei, representando tanto a Espanha do passado como a do futuro tem o dever de não permitir que seu País e seus ministros levem desaforo de um Chavez que é apenas arrogância de novo rico montado em petróleo, paparicado por países que, ou esperam uma beirada da Venezuela, ou o Brasil que não quer exercer a independência que seu PIB, composto de atuações em todos os setores industriais, sem preponderância para um só se sujeita ao ridículo por mero capricho mal intencionado do presidente.

[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]



Meu Perfil
BRASIL, Homem, de 26 a 35 anos, Livros, Política
MSN -